Responsabilidade Civil em Acidentes de Viação: O que Deve Saber
- sergiopereiracoutinh
- Aug 21
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A responsabilidade civil em acidentes de viação é uma das áreas mais sensíveis do Direito português. Envolve não apenas a reparação de danos patrimoniais, mas também a compensação por perdas humanas e morais.
Compreender como a lei funciona é essencial, seja para quem foi vítima de um acidente, seja para quem precisa defender os seus direitos.
O que é a responsabilidade civil em acidentes de viação?
De acordo com o artigo 483.º do Código Civil, quem causar um dano a outrem, de forma ilícita e culposa, deve indemnizar.
No entanto, em acidentes de viação, o legislador foi mais longe: o artigo 503.º do Código Civil prevê a responsabilidade objetiva, ou seja, o detentor do veículo responde pelos danos mesmo sem culpa direta.
Em termos simples: o risco acompanha sempre o veículo.
O papel do seguro automóvel obrigatório
Em Portugal, o seguro automóvel é obrigatório (Decreto-Lei n.º 291/2007, de 21 de agosto) e representa a principal garantia de reparação às vítimas.
Graças a este regime, as seguradoras assumem a responsabilidade de indemnizar pelos danos pessoais e materiais resultantes do acidente.
Contudo, existem exceções importantes: dolo, exclusões contratuais ou a inexistência de seguro podem implicar a intervenção do Fundo de Garantia Automóvel.
Que indemnizações podem ser reclamadas?
Em tribunal ou por acordo extrajudicial, a vítima pode exigir indemnização por:
Danos materiais (veículo, objetos pessoais, despesas médicas).
Danos corporais (lesões, tratamentos, incapacidade temporária ou permanente).
Dano biológico (limitação das capacidades físicas e psíquicas).
Danos morais (dor, sofrimento, perda de qualidade de vida).
Perdas salariais e lucros cessantes.
Cada situação é avaliada com base em relatórios médicos, perícias e jurisprudência, seguindo critérios de equidade.
O papel da indemnização na reparação integral da vítima
A indemnização não se limita a reparar bens materiais. Ela garante apoio para tratamentos médicos, compensação por perda de rendimentos e reconhecimento jurídico dos danos sofridos.
Por isso, compreender os critérios de cálculo e exercer os seus direitos faz toda a diferença para uma recuperação justa.
Conclusão
Na prática forense, verifica-se que muitas vítimas desconhecem os seus direitos ou aceitam propostas de indemnização muito abaixo do previsto pela lei.
É essencial que o sistema jurídico português seja célere e transparente, garantindo reparação adequada em todos os casos.
O Direito não é apenas letra fria: é justiça aplicada à vida real.
👉 Se foi vítima de um acidente de viação ou tem dúvidas sobre os seus direitos, procure sempre informação especializada antes de tomar qualquer decisão.
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